terça-feira, 7 de julho de 2015

Folclore Oculto: Batalha de Criaturas

Olá leitores. O texto que vocês leram  a seguir contem personagens se transformando em criaturas super poderosas, momentos românticos fora de hora, humor e Núbia fazendo a coisa errada (só para variar). Preparados?

5 Batalha de Criaturas

— Lia — chamou Núbia desesperada —. Edgar vai matar Cissa.
Lia bateu no corrimão, nervosa.
— O que quer que eu faça?
— Você tem que nos tirar daqui! Conseguiu fugir uma vez! É tão forte quanto Edgar... eu acho.
Lia franziu o nariz em indiferença.
_ Você acha? Mocinha, para muitas tribos tupis eu sou uma deusa! É claro que eu sou tão forte quanto Edgar.
Núbia levantou uma sobrancelha.
_ Então como ele te prendeu todo esse tempo?
Lia desviou o olhar.
_ Eh... isso não vem ao caso, Núbia Cabrall.
Lia respirou fundo e olhou para os lados tentando formar um plano.
Lá fora ouvia-se os estrondos, um barulho que lembrava a de uma tempestade apocalíptica. Parecia com a briga que houve entre Cissa e Boto, mas dessa vez, Núbia sabia que não era Cissa quem ganhava.
Logo um som forte, como a de uma cascata, ecoava no interior da casa, Núbia olhou para Lia, ela estava com a expressão concentrada e os olhos amarelos.
— O que está fazendo? _ perguntou Núbia.
— Água, eu preciso de água. —  Logo todos os encanamentos da casa estouraram e jorrara água para todos os cantos. Lia olhou tudo aquilo e sorriu — e futuramente, de um encanador também.
Corpo-seco apareceu desesperado, vinha da cozinha apontando para a água que provavelmente saia da pia e caminhava em direção a sua mestra, Iara, ou Liara.
— Saiam ai de baixo — ordenou Lia, — a casa vai inundar.
Núbia subiu a escadaria e corpo-seco foi logo atrás murmurando confuso, o pobre zumbi não fazia ideia do que estava acontecendo.
Lia controlou toda aquela água em direção a porta, a força foi tanta que derrubou quase toda a parede daquela região. Outros litros de água foram usados para quebrar as janelas.

  Núbia e Lia avançaram até a janela no final do corredor e deparam-se com Cissa cansado e jogado no chão e Edgar olhando pasmo para a entrada de sua sala totalmente destruída; ele fitou a água que lhe molhava os pés e depois encarou Lia na janela.
— O que você fez, Liara? — bradou furioso. — Sua louca!
— O que eu devia ter feito há muitos anos! — bradou Lia de volta. — Nunca gostei da entrada da sala, e nunca gostei de você também. Quero destruir os dois, algum problema?
Edgar rosnou.
Núbia notou Cissa que parecia esforçar-se muito para se levantar, mas não havia como, estava todo ferido.
Lia invocou mais água, chamando Edgar para briga.
— Pegue o capuz e salve-nos — murmurou Lia à Núbia, ela então se jogou da janela, e foi levada por uma onda solitária de água até Edgar.
— Mas o capuz... — Núbia não conseguiu terminar a frase, mas sabia que estava tudo perdido, como iria pegar o capuz, se ele estava com Edgar?
Lia parecia uma deusa, envolta em água, magna, olhando Edgar de cima de seu altar liquido.




— Transforma-se na criatura horrenda que é, Edgar! — provocava ela. — Sempre se achou superior a mim, prove agora seu maldito.
Edgar abriu um sorrisinho maldoso, e começou a se contorcer todo. Logo transformava-se novamente no Chupa-Cabra. Aquela criatura horrenda tentou avançar em Lia, mas ela esquivou como um espirito aquático.
Pegar o capuz, pegar o capuz, era só isso que passava pela cabeça de Núbia, mas como ela iria pegar o capuz? Observou o pingente contendo tal gorro balançar no pescoço de Edgar Chupa-cabra.
Não podia ficar ali parada, desceu as escadas correndo e atravessou a gigantesca abertura que Lia fizera a pouco. Passou pelo campo de batalha despercebida e encontrou-se com Cissa que já estava inconsciente e jogado perto da baia.
— Cissa! — ela ajoelhou-se ao lado do rapaz. — Por favor, fale comigo. Cissa, eu não posso fazer isso sozinha.
Ela notou que ele respirava, o que já era algo bom, mas prosseguia desacordado. Ela se posicionou sobre Cissa e beijou de leve seus lábios.
— Eu aceito namorar com você — disse ela acariciando-lhe o rosto. — Mas se morrermos vai ficar meio difícil.
Cissa emitiu um murmúrio e sorriu.
— Só eu posso fazer piadas em momentos trágicos — disse ele fraco.
Núbia riu, porém sua felicidade durou pouco, pois logo ouviu-se o choque. Olhou para trás e viu Edgar empurrando Lia contra o casarão. Ele a pegou pelo pescoço, e com um simples movimento poderia arrancar-lhe a cabeça, mas algo o fez parar e somente joga-la para longe. Núbia sabia que a próxima seria ela.
— Eu preciso pegar o capuz, mas não há como! — disse ela desesperada.
— Você é a única que pode — disse Cissa com um sorrisinho. — Mas lembra quando eu disse que a mãe-terra estava do nosso lado? Então, eu não menti.
Núbia seguiu o olhar de Cissa e viu o pingente de Edgar caído no chão, Lia devia ter tirado dele sem que ele percebesse. Era sua chance.
Edgar e Núbia se encararam. A garota fitou os pedaços de madeira quebrados do casarão e caídos no chão. Com os poderes já adquiridos Núbia fez com que os objetos voassem em direção a Edgar que obviamente se defendeu facilmente, mas ideia de Núbia não era acertar Edgar com aquilo, era somente distrai-lo. Enquanto Edgar tentava afastar os escombros que Núbia concentrava-se ao máximo para cerca-lo, a garota correu pelo jardim, focada no pingente; Lia sem sair do local onde fora jogada também invocou alguns litros de água para distrair o Chupa-cabra-Edgar (estranho). Porém quando chegava perto do pingente Núbia sentiu aquela mão gigantesca com garras do Chupa-Cabra pega-la pela cintura e puxa-la para trás. Edgar prendeu Núbia pelos braços.
— Muito espertinha, mas não comigo — disse ele em uma voz roca e monstruosa.
Núbia não podia escapar das garras de Edgar, Cissa estava destruído, e Lia mesmo ainda com poderes permanecia um tanto desorientada, a ação para salvar Núbia tinha que ser rápida, quase imperceptível; estava tudo acabado.
Cissa não conseguia ver Edgar em sua forma monstruosa segurar daquela forma sua menina, queria mata-lo, tentou se levantar e sentiu como se sua coluna saísse do lugar. Foi então que sentiu um perfume de grama recém-cortada, e visualizou aquela amigável mancha laranja e verde correndo em direção a Edgar que em um assobio o fez soltar Núbia e cair de joelhos no chão.
Curupira, pensou Cissa amando aquele monstrengo.
Núbia ao cair no chão sentiu seu tornozelo doer, mas ignorou isso, e arrastou-se até o pingente, ao pegar aquele vidrinho sentiu um poder incrível, mas sabia que não podia usar tal, nem saberia como, aquilo não lhe pertencia. Olhou para Cissa, e jogou com toda sua força o pingente em sua direção. Só então Edgar se tocou do que acontecera, seu medo foi tanto que ele voltou a sua forma humana e fitou Núbia pasmo.
— O QUE VOCÊ FEZ?
Cissa abriu o pingente e ao tocar o pano do capuz seus olhos brilharam. Ele deixou o pano se desdobrar sozinho e ganhar forma. Núbia podia jurar ter visto os olhos cinzas de Cissa lacrimejarem de alegria.
— Oh, eu... não posso, mas..._ ele sorriu maniaco, — eu preciso.
De cada lado Lia e Curupira olhavam pasmos Cissa colocar o capuz na cabeça.
— Que a mãe terra e Tupã nos proteja — disseram os dois juntos.






Núbia por alguns instantes sentiu um enorme medo de ter feito, como se diz popularmente, uma grande merda.




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Bjs e até a próxima

4 comentários:

  1. Gosto dessas partes de ação mas curto mais as de romance. Foi um capítulo ótimo :) não pare.

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    1. Ah que bom que gostou, muito obrigada.
      Até, bjs.

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  2. Ois! Foi mauls ter perdido os cap anteriores.
    Own que declaração mais fofa e fora de hora!!!!!
    Até apróxima!!!

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    1. Ok.
      Rs, sim, eles tiveram a série inteira para se declarar, mas escolheram fazer isso numa batalha. Mas espere que haverá mais declarações, bem inusitadas aliás.
      Até. BJS

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